Bloco de Esquerda - Distrital de Leiria
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
“Direita ajuda o governo na política do desemprego” | Esquerda
A sessão promovida pelo Bloco de Esquerda em Leiria funcionou como um
parlamento aberto onde Francisco Louçã expôs a sua intervenção e depois
respondeu a várias interpelações do público que colocou questões sobre a
utilidade e as razões da moção de censura, mas também sobre a crise e o
FMI e sobre as mobilizações sociais e sindicais.
Louçã começou por referir a “extraordinária” revolução árabe, sublinhando as suas origens sociais – a “revolta dos jovens desempregados” [referindo-se à Tunísia e ao Egipto] – e denunciando a hipocrisia dos países ocidentais, nomeadamente os principais da União Europeia (UE), que ajudaram a sustentar os regimes autoritários dando-lhes protecção política. Lembrando que os regimes tunisino e egípcio pertenciam à Internacional Socialista, da qual também o partido de José Sócrates faz parte, afirmou que a protecção dada a estes países se baseava numa garantia de controlo do petróleo e instrumentalização política dos países. “É por isto que a revolução árabe é tão importante, porque denuncia uma Europa que se preocupa mais com a indústria petrolífera do que com a liberdade dos povos”, disse Louçã.
Num segundo momento, Francisco Louçã falou concretamente sobre a moção de censura dizendo que esta é a terceira moção apresentada pelo Bloco e também a mais justificada de todas. Esta terceira moção, afirma Louçã, é contra “a economia cruel que afunda o país”, e responde “pelos 700 mil desempregados, pelos 2 milhões de precários perseguidos por esta economia, por um país que lhes retira vida”.“Nenhuma outra moção tinha sido atacada deste modo”, lembrou Louçã afirmando que “aqueles que arruínam o país querem que tudo fique na mesma”.
Já o governo, disse Louçã, “tem uma obsessão ideológica: tornar o despedimento mais barato e colocar cada trabalhador a pagar o seu próprio despedimento ou o do colega do lado, ou seja, resolver os problemas da economia portuguesa favorecendo o desemprego e baixando os salários”. Este é um modelo de inspiração liberal, sublinhou, “é o modelo da Thatcher e do Reagan, que só origina mais desemprego”.
O coordenador do Bloco de Esquerda considera que a resposta da direita à moção de censura do Bloco é para ajudar o governo na política do desemprego. “A direita quer agarrar o governo para este fazer o pior e desagregar a economia”, sustentou, referindo depois ironicamente a frase de Passos Coelho – “ainda não temos fome para ir ao pote”. “O pote somos nós, são os impostos, é economia, é o estado”, disse.
Louçã acentuou três factos que confirmam a necessidade da moção de censura e demonstram a “elevada degradação social” em que o país se encontra: as recentes estatísticas do desemprego; os resultados dos principais bancos em Portugal que demonstraram que estes pagaram uns juros irrisórios sobre 1500 milhões de euros de lucros e denunciou a “gigantesca tramóia do discurso sobre a distribuição dos sacrifícios“; o “entusiasmo” da direita com as propostas laborais do governo: o CDS quer prolongar os contratos a prazo até 6 anos, o PSD propõe que a Segurança Social – “que é dinheiro de todos os trabalhadores”, lembrou o dirigente bloquista – pague uma parte do salário para que o valor do trabalho seja menor, permitindo aos patrões contratar pagando abaixo do salário mínimo.
“Nós não estamos condenados”
O deputado acusa o bloco central, a alternância entre PS e PSD, de ser responsável por esta economia do medo e do desespero: “um como o outro são promotores das políticas do desemprego e entusiasmam-se com as políticas de privatizações”.
É por isto, diz, que a “ a esquerda precisa de ter a capacidade de apresentar uma alternativa”. “Nós não estamos condenados”, afirma Francisco Louçã, e acrescenta que “nós precisamos da força de uma alternativa que ponha na ordem o sistema financeiro, cobre os impostos justos a todos, que crie a sustentação para os serviços públicos e Segurança Social e que nessa base redistribua na população aquilo que é de todos”.
O Bloco quer democracia e justiça na economia e esse é o sentido da moção de censura, reiterou Louçã, afirmando que “não podemos cruzar os braços, nem ficar à espera que aconteça”.
Nos próximos meses corre-se o risco da degradação da economia portuguesa, advertiu, referindo-se à especulação financeira mas também aos planos da UE. “A União Europeia é pior do que o FMI quando cobra juros mais altos à Irlanda e à Grécia do que ao próprio FMI”, disse.
A UE e o FMI têm a mesma receita e só conhecem uma palavra: salário, diz Louçã acusando-os de procurarem fazer os ajustamentos sempre a partir do valor do trabalho, seja a partir do aumento do custo dos transportes, do aumento da saúde, do IVA, do congelamento das pensões, “é sempre ir buscar ao salário”.
Louçã começou por referir a “extraordinária” revolução árabe, sublinhando as suas origens sociais – a “revolta dos jovens desempregados” [referindo-se à Tunísia e ao Egipto] – e denunciando a hipocrisia dos países ocidentais, nomeadamente os principais da União Europeia (UE), que ajudaram a sustentar os regimes autoritários dando-lhes protecção política. Lembrando que os regimes tunisino e egípcio pertenciam à Internacional Socialista, da qual também o partido de José Sócrates faz parte, afirmou que a protecção dada a estes países se baseava numa garantia de controlo do petróleo e instrumentalização política dos países. “É por isto que a revolução árabe é tão importante, porque denuncia uma Europa que se preocupa mais com a indústria petrolífera do que com a liberdade dos povos”, disse Louçã.
Num segundo momento, Francisco Louçã falou concretamente sobre a moção de censura dizendo que esta é a terceira moção apresentada pelo Bloco e também a mais justificada de todas. Esta terceira moção, afirma Louçã, é contra “a economia cruel que afunda o país”, e responde “pelos 700 mil desempregados, pelos 2 milhões de precários perseguidos por esta economia, por um país que lhes retira vida”.“Nenhuma outra moção tinha sido atacada deste modo”, lembrou Louçã afirmando que “aqueles que arruínam o país querem que tudo fique na mesma”.
Já o governo, disse Louçã, “tem uma obsessão ideológica: tornar o despedimento mais barato e colocar cada trabalhador a pagar o seu próprio despedimento ou o do colega do lado, ou seja, resolver os problemas da economia portuguesa favorecendo o desemprego e baixando os salários”. Este é um modelo de inspiração liberal, sublinhou, “é o modelo da Thatcher e do Reagan, que só origina mais desemprego”.
O coordenador do Bloco de Esquerda considera que a resposta da direita à moção de censura do Bloco é para ajudar o governo na política do desemprego. “A direita quer agarrar o governo para este fazer o pior e desagregar a economia”, sustentou, referindo depois ironicamente a frase de Passos Coelho – “ainda não temos fome para ir ao pote”. “O pote somos nós, são os impostos, é economia, é o estado”, disse.
Louçã acentuou três factos que confirmam a necessidade da moção de censura e demonstram a “elevada degradação social” em que o país se encontra: as recentes estatísticas do desemprego; os resultados dos principais bancos em Portugal que demonstraram que estes pagaram uns juros irrisórios sobre 1500 milhões de euros de lucros e denunciou a “gigantesca tramóia do discurso sobre a distribuição dos sacrifícios“; o “entusiasmo” da direita com as propostas laborais do governo: o CDS quer prolongar os contratos a prazo até 6 anos, o PSD propõe que a Segurança Social – “que é dinheiro de todos os trabalhadores”, lembrou o dirigente bloquista – pague uma parte do salário para que o valor do trabalho seja menor, permitindo aos patrões contratar pagando abaixo do salário mínimo.
“Nós não estamos condenados”
O deputado acusa o bloco central, a alternância entre PS e PSD, de ser responsável por esta economia do medo e do desespero: “um como o outro são promotores das políticas do desemprego e entusiasmam-se com as políticas de privatizações”.
É por isto, diz, que a “ a esquerda precisa de ter a capacidade de apresentar uma alternativa”. “Nós não estamos condenados”, afirma Francisco Louçã, e acrescenta que “nós precisamos da força de uma alternativa que ponha na ordem o sistema financeiro, cobre os impostos justos a todos, que crie a sustentação para os serviços públicos e Segurança Social e que nessa base redistribua na população aquilo que é de todos”.
O Bloco quer democracia e justiça na economia e esse é o sentido da moção de censura, reiterou Louçã, afirmando que “não podemos cruzar os braços, nem ficar à espera que aconteça”.
Nos próximos meses corre-se o risco da degradação da economia portuguesa, advertiu, referindo-se à especulação financeira mas também aos planos da UE. “A União Europeia é pior do que o FMI quando cobra juros mais altos à Irlanda e à Grécia do que ao próprio FMI”, disse.
A UE e o FMI têm a mesma receita e só conhecem uma palavra: salário, diz Louçã acusando-os de procurarem fazer os ajustamentos sempre a partir do valor do trabalho, seja a partir do aumento do custo dos transportes, do aumento da saúde, do IVA, do congelamento das pensões, “é sempre ir buscar ao salário”.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Eles roubam, tu pagas, nós censuramos - Sessão com Francisco Louça
Francisco Louça, Coordenador do BE estará, na quarta-feira dia 23 de Fevereiro, às 21.30h, no salão nobre do Ateneu Desportivo de Leiria, em Leiria, para um debate sobre as medidas de austeridade, a crise, os porquês da moção de censura do BE (...) e as alternativas políticas que o Bloco Esquerda propõe. Convidamos todos e todas a estarem presentes.
Quais são as consequências da diminuição das indemnizações nos despedimentos? Que resposta ao acordo dos Chefes de Estado da UE para a subida da reforma para os 67 anos? Os salários vão descer ainda mais? Os impostos vão aumentar ainda mais? Esta política não é já a política do FMI? Onde o Estado pode ir buscar dinheiro? Os juros da dívida pública não param de subir, como tudo isto afecta a vida das pessoas? Que resposta a uma precariedade que atinge quase metade da população? A situação é grave e toda a política está submetida a uma obrigação de respostas claras.
Os Centros de Emprego têm registado aumentos contínuos do desemprego; mas o governo continua a fazer opções erradas: privatizações que fazem do que é de todos um negócio para alguns, compra de submarinos, aviões e outro material de guerra, entrega de dinheiro dos contribuintes aos especuladores do BPN, tolerância com a fuga das grandes fortunas para paraísos fiscais ou permitir que os bancos só paguem 5% de IRC quando qualquer pequena empresa paga 25%...
As respostas do Bloco de Esquerda são outras, convidamos todas as pessoas a vir debatê-las, dia 23 de Fevereiro às 21.30h, com Francisco Louça
Quais são as consequências da diminuição das indemnizações nos despedimentos? Que resposta ao acordo dos Chefes de Estado da UE para a subida da reforma para os 67 anos? Os salários vão descer ainda mais? Os impostos vão aumentar ainda mais? Esta política não é já a política do FMI? Onde o Estado pode ir buscar dinheiro? Os juros da dívida pública não param de subir, como tudo isto afecta a vida das pessoas? Que resposta a uma precariedade que atinge quase metade da população? A situação é grave e toda a política está submetida a uma obrigação de respostas claras.
Os Centros de Emprego têm registado aumentos contínuos do desemprego; mas o governo continua a fazer opções erradas: privatizações que fazem do que é de todos um negócio para alguns, compra de submarinos, aviões e outro material de guerra, entrega de dinheiro dos contribuintes aos especuladores do BPN, tolerância com a fuga das grandes fortunas para paraísos fiscais ou permitir que os bancos só paguem 5% de IRC quando qualquer pequena empresa paga 25%...
As respostas do Bloco de Esquerda são outras, convidamos todas as pessoas a vir debatê-las, dia 23 de Fevereiro às 21.30h, com Francisco Louça
Censura
Os
portugueses, apesar de serem os que menos recebem de salário da
Europa, têm de pagar os combustíveis ao 6º preço mais caro. Ao
mesmo tempo, a GALP anuncia em 2010 um crescimento de 43% nos seus
lucros: 306 M€. O Governo não faz nada. Não se pode censura-los?
O
governo impôs a redução e o congelamento dos salários no Estado e
os patrões logo aproveitaram para fazer o mesmo nas empresas. Mas o
pagamento de pensões e reformas milionárias continua a aumentar
escandalosamente, a ponto de, o actual Presidente da República, ter
preferido o ordenado de triplo pensionista ao de Presidente da
República! Não se pode censura-los?
A CP
decidiu, desde 2 de Fevereiro, fechar linhas e cortar serviços, tudo
em nome do défice. Entretanto, o Governo, aumentou 4% no preço dos
transportes, em ano de congelamento ou redução de salários e
pensões. Não se pode censura-lo?
Os
patrões, exigem mais liberdade de despedir e menos indemnizações a
pagar, a quem durante anos a fio, ajudou a construir as suas
fortunas. O FMI, Durão Barroso e a Srª Merkel, todos aplaudem a
intenção do Governo de impor essa lei, até ao fim deste mês de
Março. Não se pode censura-los?
O
Governo e a direita, atacam os trabalhadores usando a bomba atómica.
Será que a esquerda, no Parlamento e fora dele, não tem o direito
de lhe responder na mesma moeda?
14-02-11
Heitor
de Sousa
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Precários e falsos recibos verdes
Mariana Aiveca vem até Leiria falar dos Precários e os Falsos Recibos Verdes.
esta sessão é aberta ao publico em geral.
Fica aqui um pequeno texto de apresentação:
...O Código Contributivo entrou em vigor no dia 1 de Janeiro e os cerca de 900 mil falsos recibos verdes viram, de novo, a incapacidade dos Serviços da Segurança Social para atender às suas dúvidas e preocupações.
Quanto vais pagar por mês de Segurança Social? A Contribuição vai aumentar? Os patrões também vão ter de pagar? Quando é que apresento os recibos? Esta situação é justa? – são estas as dúvidas que milhares de falsos trabalhadores independentes que foram apanhados de surpresa pelas novas taxas e regras para a Contribuição para a Segurança Social.
A Segurança Social é um direito dos trabalhadores e um símbolo da solidariedade entre gerações e devemos exigir que seja justa e que o Estado reponha a legalidade nos casos de falso trabalho independente.
Mariana Aiveca, estará disponível para responder a todas as tuas questões sobre esta matéria.
esta sessão é aberta ao publico em geral.
Fica aqui um pequeno texto de apresentação:
...O Código Contributivo entrou em vigor no dia 1 de Janeiro e os cerca de 900 mil falsos recibos verdes viram, de novo, a incapacidade dos Serviços da Segurança Social para atender às suas dúvidas e preocupações.
Quanto vais pagar por mês de Segurança Social? A Contribuição vai aumentar? Os patrões também vão ter de pagar? Quando é que apresento os recibos? Esta situação é justa? – são estas as dúvidas que milhares de falsos trabalhadores independentes que foram apanhados de surpresa pelas novas taxas e regras para a Contribuição para a Segurança Social.
A Segurança Social é um direito dos trabalhadores e um símbolo da solidariedade entre gerações e devemos exigir que seja justa e que o Estado reponha a legalidade nos casos de falso trabalho independente.
Mariana Aiveca, estará disponível para responder a todas as tuas questões sobre esta matéria.
Local:Ateneu Desportivo de Leiria - Junto à Praça Rodrigues Lobo em Leiria!
Sexta-feira às 21:00 quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Parlamento de Jovens e a Cidadania
José Soeiro esteve esta semana no distrito nas Escolas Secundária de Pombal e C+S da Caranguejeira.
O tema do parlamento de jovens deste ano é a Violência nas Escolas, mas em Pombal a pedido do AGE, falou-se também de discriminação, direitos dos alunos e homofobia.
Ficam aqui algumas fotos destas duas acções que realizadas para alunos do 5º ano ao 10º.
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